A nossa visita de estudo

14-12-2010 10:08

         No âmbito do projecto Cidadania e sustentabilidades para o séc. XXI. - Caminhos para uma comunidade sustentável nos Açores, no qual a nossa turma participa, levámos a cabo uma visita de estudo com alguns dos nossos professores. Aqui fica o resultado dessa actividade.

        Nesta visita de estudo cumprimos o percurso pedestre dos Mistérios Negros, no interior da Ilha Terceira e tivemos a oportunidade de experienciar e ver novas espécies vegetais endémicas da nossa ilha. Foi uma experiência fascinante no meio da natureza que nos rodeia e da qual pouco sabíamos. Os professores que connosco vieram (Ciências Naturais, Geografia, Educação Física, Português e Físico-Química) ensinaram-nos muito acerca de algumas espécies endémicas e orientaram-nos no percurso pelos matos e bosques. Ao longo do caminho, a professora de Físico-Química foi-nos dando explicações acerca do que nos rodeava e dos diversos fenómenos naturais. Fizemos várias paragens para ouvir as explicações e fotografar as paisagens e espécies examinadas. A espécie que mais nos chamou à atenção foi uma aranha que tinha umas teias curiosas e intrigantes, estando estas anexadas a plantas ou flores. Entre as plantas, os musgos Sphagnum palustre L foram aqueles que mais suscitaram a nossa curiosidade, pela sua forma e consistência, fazendo lembrar umas fofas almofadas de algodão.

        Durante o percurso, vimos o conjunto de Lagoas do Pinheiro, algumas das quais secam gradualmente durante o Verão, consoante a temperatura. No entanto, tivemos a sorte de as ver bem cheias, devido à elevada precipitação e humidade que se têm feito sentir este inverno.Após um período de caminhada em terreno mais seco, chegámos a um “complexo” de zonas húmidas, constituído pelas três lagoínhas do Vale Fundo, as quais são importantes para algumas aves migratórias que acidentalmente chegam até aqui. Apenas uma mantém água todo o ano, formando uma modesta mas bonita lagoa que nos seduz pela sua envolvência. Mais para a frente, a meio do percurso, encontrámos uma área plana e agradável, que serviu para fazermos um piquenique com os professores, durante o qual partilhámos um momento de boa disposição e convívio. Após a refeição, limpámos o local, deixando-o como inicialmente o tínhamos encontrado, pois não queríamos poluir esta zona privilegiada da nossa ilha.

        Prosseguimos viagem e, passado pouco tempo, encontrámo-nos frente a uma planície deslumbrante, da qual tirámos muitas fotografias. Também encontrámos junto ao solo amoras silvestres, vermelhas e pretas, que nos serviram de sobremesa. A viagem seguiu com muitas escorregadelas na lama e descidas arriscadas pelos solos acidentados dos bosques do trilho dos Mistérios Negros, mas teve bons momentos de alegria ao ver os alunos e os professores a escorregarem nas descidas íngremes e húmidas. Ao fim de uma longa caminhada por entre os pinheiros-mansos, faias e outras formas de vegetação que encontrámos ao longo do trilho, encontrámo-nos em frente a um agregado de cerrados, que lembrava uma pequena cordilheira e onde vimos um grupo de vacas.

        Para a parte final do percurso estava reservado o momento mais hilariante do dia, pois ao passarmos numa zona de pastos, os mais distraídos e apressados caíram numa espécie de armadilha natural, enterrando-se na erva como se de areias movediças se tratasse. Entre pés descalços e roupa enlameada, todos se salvaram, estando o merecido descanso (final do percurso) a poucos metros de distância.

        Esta foi, sem dúvida, uma actividade muito gratificante e que gostaríamos de repetir num outro percurso. Para isso, só falta convencer os professores. Parece-nos, no entanto, que alguns deles precisarão de um bom período de repouso, pois chegaram ao fim com um ar bastante cansado.

 

Os alunos do 9º2